TOUR DATES:
Dias 21 e 22 de março no SESC Pompeia
Amadou & Mariam formam o casal mais querido do Mali. Sua mistura de ritmos africanos com a guitarra blues conquistou o mundo. Fizeram turnês com U2 e David Gilmour, tiveram disco produzido por Manu Chao. E em março vem à São Paulo pela primeira vez.
Expandir horizontes e manter-se fiéis às suas raízes foi um desafio que Amadou & Mariam venceram, de maneira consistente, ao longo de suas carreiras.
A cada disco novo o casal do Mali comprova que pode mesclar diferentes estilos de música e, ainda assim, preservar suas principais características: canções originais, a guitarra blues de Amadou e a interação mágica de suas vozes, o que lhes trouxe grande popularidade.
Nos últimos anos, Amadou e Mariam fizeram turnês com U2 e Coldplay e tocaram com lendas da música como David Gilmour e Johnny Marr. Fizeram um show no Prêmio Nobel da Paz em homenagem a Barack Obama e tocaram nas cerimônias de abertura das duas últimas Copas do Mundo. Manu Chao e Damon Albarn produziram seus últimos discos.
Tornaram-se músicos conhecidos mundialmente, sempre cultivando parcerias com outros músicos: esse o espírito novo disco Folila.
A história de Folila – que significa “música” em bambara – é um conto de como dois discos tornaram-se apenas um. Marc-Antoine Moreau, o empresário do duo explica: “A ideia original era fazer dois discos: um, em Nova York, com músicos amigos de Amadou e Mariam, e outro, voltado às suas raízes, gravado em Bamako com convidados, na maioria africanos, com percussão africana em vez da bateria.
Ambos os planos foram realizados, mas quando Amadou e Mariam ouviram a riqueza das duas sessões, surgiu uma terceira via: combinar as duas gravações de uma forma simples e orgânica. O resultado foi o disco Folila, um exemplo quase perfeito de como tradição e modernidade podem trabalhar juntos para gerar um movimento criativo, como trilhos paralelos que conduzem a um destino musical comum. Folila é o primeiro álbum de estúdio de Amadou & Mariam desde Welcome to Mali,um dos discos mais aclamados de 2009.
Conheceram-se em 1977 quando frequentavam o Instituto para Jovens Cegos de Bamako. Influenciados pelos discos de Jimi Hendrix, Eric Clapton e Pink Floyd, bem como pela música tradicional africana, formaram um duo em 1983, mas seu primeiro disco gravado fora da África, Sou Tile Ni, surgiu apenas em 1998 e vendeu mais de 100.000 unidades. Nos anos seguintes lançaram mais dois excelentes álbuns: Tje ni Mousso (1999) e Wati (2002).
 Andy Hall.jpg)
A transição dos palcos de world music para festivais de rock começou em 2005 após o disco Dimanche à Bamako, produzido por Manu Chao, um dos discos africanos mais vendidos de todos os tempos e que ganhou prêmios da rádio BBC 3 e o prestigiado Les Victoires de la Musique (equivalente ao Grammy francês).
Em 2011 Amadou & Mariam apresentaram um novo show chamado Eclipse no Festival International de Manchester. O show, único no gênero, é encenado inteiramente no escuro e conta a história da vida do casal com canções de toda sua carreira. “Quando não se pode ver, a sensibilidade auditiva se expande”, explica Amadou. “As características do som ficam destacadas e é por isso que eu quis fazer esta série de shows na escuridão. Queria que o público ouvisse a música da mesma forma que Mariam e eu ouvimos.”
A autobiografia Away From The Light, publicada em junho de 2010, traça a história desde o momento em que eles se adaptaram à cegueira até o show para Barak Obama no Prêmio Nobel. O livro conta o momento em que eles se conheceram no Instituto para Jovens Cegos em Bamako e a jornada épica que fez com que essa dupla se tornasse a mais amada da África neste século.
https://www.facebook.com/amadoumariam
https://twitter.com/amadouetmariam
http://www.amadou-mariam.com/
Amadou & Mariam
Dias 21 e 22 de Março de 2013, quinta e sexta, às 21h30
Festa da Francofonia
SESC Pompeia (Choperia)
Rua Clélia, 93 – Pompeia
São Paulo – SP
Ingressos
R$ 40,00 [inteira]
R$ 20,00 [usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante]
R$ 10,00 [trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes]
Apoio: Bureau Export / French Music








































O violinista Ricardo Herz sobe ao palco do TEATRO do SESC Pompeia no dia 5 de julho, às 21h, para o show de lançamento do seu quarto CD, Aqui é o Meu Lá. O novo trabalho traz composições próprias e sonoridade dada pelo Ricardo Herz Trio, que conta com o baterista e percussionista Pedro Ito e com o violonista Michi Ruzitschka. Com direção musical de Benjamim Taubkin e lançamento pelo selo Scubidu Records, o projeto é fruto da pesquisa de Herz na música brasileira, mesclando-a com diversos ritmos do mundo. A partir dessa inspiração, o artista teve a liberdade de criar a sua própria música: melodias, que mesmo passeando por outras terras, trazem a familiaridade do quintal de casa. São 12 faixas, sendo onze autorais – que incluem homenagens para Dominguinhos e Garoto – e uma versão para Odeon, clássico de Ernesto Nazareth. O álbum, como não poderia deixar de ser, é a base do repertório do show. “Cada composição veio de uma inspiração diferente. O disco tem dois forrós, um choro, um chamamé… As melodias são alegres e têm uma simplicidade vinda da canção popular. A ideia é que o público possa sair cantando. A partir deste pensamento, iniciei a composição do álbum”, diz o violinista, que retorna ao Brasil, após viver um ano em Boston, nos Estados Unidos e outros oito em Paris, na França. Neste período, também participou de festivais no México, Malásia, Holanda, Rússia, Israel, Dinamarca Itália e Romênia. Para Herz, a experiência no exterior foi fundamental para expandir seu conhecimento sobre outras culturas musicais. “Tive a oportunidade de viver oito anos na França me dedicando à música popular e, neste tempo, tive contato com vários estilos, como o jazz, a música africana e, principalmente, o forró, na Orquestra do Fubá. Foi lá que desenvolvi minha linguagem de violino na música popular”, relembra. Submetida a tantas influências e experiências, a sonoridade marcante do trio – violino, bateria e violão sete cordas – está ainda mais apurada. “Aqui é o Meu Lá” traz momentos de virtuosismo e outros com mais cadência, além de solos bastante elaborados. Todo o material foi gravado ao vivo em estúdio. A lista dos músicos convidados para o álbum inclui o próprio Benjamim Taubkin, que tocou piano em uma das faixas, o contrabaixista João Taubkin e Danilo Morais, na voz e violão. Os três estarão também no palco, que contará com projeções e iluminação do estúdio Laborg. “Será um show muito especial. O lançamento oficial é a festa de coroação de um trabalho de dois anos, desde a concepção até a chegada do disco.”, completa. S




