O projeto Jazz à Vienne × Sesc Jazz é uma iniciativa de intercâmbio artístico entre o Brasil e a França, desenvolvida em parceria com o Sesc São Paulo, o Festival Jazz à Vienne, o Institut Français, o Serviço de Cooperação e Ação Cultural do Consulado da França em São Paulo e o Centre National de la Musique (CNM).
A partir de residências artísticas, o projeto reúne músicos dos dois países para a criação de repertório original e apresentações em contextos internacionais. Cada edição resulta na formação de um novo grupo, concebido especificamente para o encontro, com identidade própria e circulação nos dois territórios.
O projeto se estrutura em três etapas complementares ao longo do ano:
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Residência no Brasil (início do ano), com uma semana de criação no Sesc São Paulo e ensaio aberto ao público;
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Residência e apresentações na França (julho), com estreia no Festival Jazz à Vienne e circulação em outras cidades;
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Retorno ao Brasil (outubro), com apresentações no Sesc Jazz e em outras unidades do Sesc.
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Mais do que uma turnê, o projeto propõe um ciclo completo de criação, intercâmbio e circulação, promovendo conexões duradouras entre artistas, ampliando redes profissionais e fortalecendo o diálogo cultural entre Brasil e França.
Desde 2023, o projeto vem se consolidando como uma plataforma contínua de colaboração artística internacional.
EDIÇÃO 2023
Irmandade Ensemble
A primeira edição do projeto deu origem ao Irmandade Ensemble, um quarteto formado por artistas da nova geração do jazz brasileiro e francês. O grupo nasceu a partir de uma residência em São Paulo e teve sua estreia no Sesc Jazz, marcando o início da colaboração entre as instituições parceiras. Composto por duas musicistas brasileiras e duas francesas, o grupo desenvolve uma abordagem espontânea do jazz, integrando tradições brasileiras e influências contemporâneas internacionais. A formação contou com Ananda Brandão, Ana Karina Sebastião, Raphaële Atlan e Sintia Piccin, reunindo trajetórias consolidadas e forte presença na cena instrumental. Ao longo do projeto, a pianista francesa Cleyla Abraham participou das etapas iniciais no Brasil e na França, sendo posteriormente substituída por Raphaële Atlan na fase brasileira de circulação.
A edição de 2023 estabeleceu o modelo do projeto, estruturando o formato de residência, criação coletiva e circulação internacional.
EDIÇÃO 2024
Sampaienne
A segunda edição consolidou o formato do projeto com a criação do grupo Sampaienne, formado por quatro musicistas com trajetórias distintas entre a música clássica, o jazz e a música popular.
O grupo reuniu Tamiris Silveira, Sthe Araujo, Lucie Jahier e Helena Recalde, em um processo de residência que combinou criação coletiva, experimentação e desenvolvimento de repertório original.
A edição foi estruturada em três etapas: residência em São Paulo, estreia no Festival Jazz à Vienne e circulação no Brasil, ampliando o alcance do projeto e fortalecendo sua dimensão internacional.
O Sampaienne aprofundou a proposta de fusão de linguagens e confirmou o potencial do projeto como plataforma de circulação e desenvolvimento artístico.
EDIÇÃO 2025
Diáspora Lyannaj
A edição de 2025 amplia o escopo do projeto ao integrar, além do Brasil e da França, referências musicais do Caribe e da diáspora africana.
O grupo Diáspora Lyannaj reúne Vanessa Ferreira, Fábio Leandro, Boris Reine-Adélaïde e Ysaura Merino em uma formação que cruza jazz, música brasileira, caribenha e afro-diaspórica.
O processo contou com a participação da trompetista Ysaura Merino na fase inicial de criação no Brasil, enquanto o saxofonista Samy Thiébault integrou o projeto nas etapas de apresentação na França e no Brasil.
Essa edição reforça a dimensão transatlântica do projeto, ampliando o diálogo cultural para além do eixo Brasil–França.

