Salif Keita (Mali)

www.salifkeita.com.br
Junho/2013 - Sesc Jazz - São Paulo

SALIF KEITA “TALÉ” 

Produzido por Philippe Cohen Solal

 

O encontro de Salif Keita, um dos mais importantes músicos do Mali, com o produtor musical Philppe Cohen Solal (do grupo Gotan Project) aconteceu em janeiro de 2011. Philippe conta que a primeira coisa que Salif pediu para o disco novo foi: “quero um disco dançante!”. Era exatamente o mesmo que queria Philippe.

 

Tanto Salif como Philippe queriam dar nova vida à tradição do Mandingo. “Não quero ser apenas mais um músico africano”, disse Salif, satisfeito com o resultado de instrumentos tradicionais do Mali aliados a instrumentos ocidentais

 

Philippe então começou mostrar o que sabe fazer de melhor: no estúdio produziu um mix de ritmos eletrônicos, um som retro-futurista que mescla sons orgânicos primitivos com ritmos eletrônicos contemporâneos, com um toque de irreverência e muita convicção.

 

 

"Eu nunca gostei de música repetitiva, mas desta vez eu realmente queria dar este salto", diz Salif, que desde a sua ascensão à fama com The Griots em 1969, se desviou, muitas vezes, da rota convencional. Em sua carreira, ele tem explorado Afro Pop, Salsa-Twist, Funk e até mesmo Afro-Jazz-Rock em suas mais recentes colaborações com Joe Zawinul e Carlos Santana.

 

Este último disco faz exatamente isso, nos mergulha na fonte da juventude digital, com um som que faz referência a Remain in Light de Brian Eno e Talking Heads – artistas que impulsionaram o seu futuro na busca de sons da África Ocidental. O objetivo o disco era manter o formato verdadeiro da música e adaptá-lo para a pista de dança.

Guitarras simples e gravações da voz de Salif formam a base para as melodias e harmonias do disco. Temas rítmicos foram feitos por músicos do Mali como  Aboussi Cissoko (n'goni), Mamane Diabaté (balafon) e Prince (calabash). A eles se juntaram Cyril Atef, do grupo Bumcello, na bateria e percussões, Hagar Ben Ari, baixista do The Dap Kings’s e Christophe Chassol, com o seus arranjos de cordas estilo "Philly-sound”.

 

 

Os artistas convidados e o conceito de Philippe de "menos notas, mais efeitos" acentuaram o talento natural de Salif: "Há poucos cantores como Salif. Ele pode colocar a sua voz em músicas extremamente complicadas, e fazer overdubs perfeitos. Seu segundo vocal era tão preciso que nem mesmo ele podia ouvi-lo na mixagem".

 

O disco tem convidados especiais como Manu Dibango, com seu incrível coro de saxes e Bobby McFerrin, que improvisou uma bela melodia no simbi sobre um beat-box de Salif. A vencedora do Grammy Esperanza Spalding participa da música "Chérie s'en va" – uma dedicatória às jovens que saem de casa para se casar. 

 

O interessante resultado vai além dos limites musicais. O som característico da calabash nos leva ao som da Discos dos anos 70, enquanto os contagiantes afro-beats nos levam a Detroit. Nova York dos anos 80 e Bamako 2,0 se unem na faixa "Samfi", onde um sample dos B52s desliza entre as cordas da n'goni..

 

No fim das contas, Salif prefere claramente o riso das crianças e a diversão selvagem que eles têm nas ruas de Bamako. Estas crianças abrem a faixa "Natty", em homenagem a sua filha mais nova, que diz ao pai: "Je t'aime" / "m'bifé".  Sua resposta, bem humorada e muito amorosa, é o símbolo do disco e coloca Papa Keita em seu devido lugar!

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